Dizimo questão de fé

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Queridos Bispos, Padres, Diáconos, Religiosos e Leigos  a todos saúde, paz e graça de Deus!

Fui convidado pelo Vice-Presidente do Regional, Dom Geremias Steinmetz, para lhes falar sobre a História do Dízimo em nosso Regional. Não tendo conseguido estar hoje com vocês me faço presente através de uma pequena mensagem.

Quis o bom Deus usar-me como instrumento para implantação da Pastoral do Dízimo em Umuarama e desta maneira ser pioneiro no Estado do Paraná e, de certo modo, no Brasil.

O registro dessa História encontra-se registrado no livro “DÍZIMO” escrito em 1983 e editado posteriormente pela Paulus Editora. A vendagem do livro foi muito grande e como consequência eu visitei boa parte dos Estados do Brasil para falar sobre nossa experiência do Dízimo.

Porém, quem desejar conhecer a História do Dízimo no Paraná, basta ler o meu segundo livro sobre o assunto. Terminei de escrevê-lo em dezembro de 2011, e foi editado por uma editora paranaense, a Pão e Vinho, em agosto de 2012: “DÍZIMO – História e Testemunhos”. No início houve uma boa vendagem. Mas, não sei porque motivo durou pouco tempo. Para não acumular estoque a Editora Pão e Vinho o está vendendo com grandes descontos.

De minha parte, imagino que minha maneira de expressar deve ter machucado alguns padres, bispos e arcebispos, pois para que a História seja verdadeira é necessário esclarecer certas coisas, e tenho certeza de que, embora os leigos tomem a frente desta pastoral e façam um apostolado admirável, se não houver interesse e apoio dos padres e bispos ela nunca funcionará bem.

Este interesse e apoio, não são apenas a aceitação da Pastoral do Dízimo; é necessário vestir a camisa desse time! Falando da evangelização, o Papa Francisco nos afirma no n. 266 da Evangelii Gaudium: “Uma pessoa que não está convencida, entusiasmada, segura, enamorada, não é capaz de convencer ninguém!”. Podem aplicar totalmente estas palavras à Pastoral do Dízimo; enquanto os padres, bispos e cardeais não forem dizimistas apaixonados pela causa, enquanto eles mesmos não deixarem de usar o dinheiro da Igreja como se fosse seu, enquanto não se sustentarem com sua côngrua ou salário, enquanto não colocarem pelo menos 10% do que recebem como oferta no dízimo, enquanto eles não acreditarem que o dízimo é mais do que suficiente para a sustentação da igreja e suas obras missionárias e sociais, o dízimo não funcionará bem.

Nas minhas andanças para ajudar a implantar o sistema do dízimo, ou para fomentar seu crescimento, infelizmente, quase não encontrei os membros do clero com esse entusiasmo e entrega, sinal de verdadeira confiança na providência divina.
Enquanto a Diocese de Umuarama viveu plenamente este espírito jamais passou necessidade e pode ajudar com mais abundância nas campanhas à nível de Igreja nacional ou universal. Também, jamais sentiu falta das taxas e espórtulas. Jamais precisou de recorrer a show de prêmios ou a festas com fins lucrativos. Mas cresceu o sentido de pertença e de amor à Igreja.

Louvo a Deus por me haver convencido que o dízimo é questão de fé. E quero dizer que creio que ele é de origem divina e é uma maneira ideal para o sustento e a expansão da Igreja Católica.

Dom José Maria Maimone
Bispo emérito de Umuarama (PR)